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This is the end

MELANCOLIA, o último filme de Lars Von Trier é magnífico. Possui rara beleza plástica e uso criativo de filtros, câmeras, efeitos especiais, efeitos sonoros e trilha, além do roteiro nada vulgar. É um drama psicológico e ao mesmo tempo um filme de catástrofe. Guarda ainda certa semelhança com O ANTICRISTO, na medida em que a opressão da natureza se relaciona diretamente com os sentimentos dos protagonistas. E não se assuste com as imagens espaciais, não tem nada do pretensioso e ridículo A ÁRVORE DA VIDA do superestimado Terrence Malick. Lars é realmente genial, um dos maiores diretores da atualidade, como tenho afirmado com frequência. Uma dica, se não viu no cinema e aguardou o lançamento para locação, tente se possível assistir em uma TV bem grande, de preferência em blu-ray e com um subwoofer potente.

Para brincar de ler

Para quem gosta de Lego é um prato cheio. Se gostar de Star Wars, melhor ainda. E se suportar Harry Potter então… Os lindos livros da DK, em belos formatos e apresentação impecável, vêm ainda com um boneco exclusivo em compartimento especial na capa, cada um. Os livros da foto estão à venda na Cultura por aproximadamente 50 pilas cada. Nem vale à pena encomendar na Amazon. Quem trabalha com livros no Brasil sabe quanto ia custar um igual feito aqui. É por ver algo assim que passamos a gostar mais de livros, ao mesmo tempo em que aumenta o desânimo em trabalhar com eles aqui.

Mais um filme do país ao lado

O filme argentino “O Homem ao Lado”, que acabou de sair em dvd, é ótimo, como muitos que tem saído dos nossos vizinhos. Os diretores Mariano Cohn e Gastón Duprat já estabeleceram uma parceria sólida e no filme de 2009, falam dentre outras coisas, do conflito de classes e valores, através de uma briga de vizinhos a respeito da construção de uma janela, janela que aliás faz com que tomem conhecimento um do outro pela primeira vez. Os personagens principais são um bem sucedido designer industrial, um aparentemente tosco e meio amedrontador vendedor de carros usados e uma magnífica casa projetada por Le Corbusier na cidade de La Plata, a Casa Curutchet. A mudança de simpatia do espectador por um ou outro vizinho é habilmente manipulada pelos diretores. E os dois atores são perfeitos. Além da estória criativa e da fotografia bem cuidada, o filme conta ainda com aqueles elementos típicos do cinema argentino atual, ritmo adequado, humor comedido e tragédia melancólica, como em um bom tango (e quando há sensualidade, que não é o caso aqui, ela é patente, mas sem baixaria). E repare bem na cena inicial, que já conquista o público, com a tela dividida mostrando duas perspectivas do mesmo ato, a da marreta quebrando a parede e o buraco se formando do outro lado. Imperdível.

Pooh, o ursinho dos diabos!

De tempos em tempos surgem boatos como, se ouvirmos um disco determinado dos Beatles ao contrário, surgirá a frase: “Paul is dead”. Quanto à Disney, costuma-se dizer que o estúdio, ou o fundador, o Sr. Walt, estabeleceu um pacto com o coisa ruim. Particularmente acho tais especulações tanto divertidas quanto ridículas, mas diga-se em favor dos adeptos das teorias conspiratórias, que pela foto em questão, os caras da Disney dão pano pra manga!

Fire

Após um filme divertido sobre diferenças religiosas, um outro que trata de forma dramática, dentre outras coisas, do mesmo tema. Não deixe de ver o polêmico Incêndios (2010), que está em boas locadoras. O filme franco-canadense de Denis Villeneuve é do tipo que estranhamente soa pretensioso apenas caso você não entenda qual é a dele, mas na verdade é muito bom.  Irmã e irmão, gêmeos, descobrem no testamento da mãe, que possuem um outro irmão e que o pai, que julgavam morto, está vivo. A busca pelos parentes é intercalada com passagens da vida da mãe, em meio a uma guerra fictícia, mas claramente inspirada no conflito religioso libanês. A chave para entender melhor a narrativa está no fato, do qual desconfiava e confirmei, que o filme é baseado em uma peça de teatro. O que posso dizer sem estragar o prazer do espectador, é que há vários elementos de tragédia grega e alguns shakespearianos na estória.

Haja!

Uma comédia bem acima da média é Santa Paciência (The Infidel), que saiu para locação. O filme inglês de 2010, dirigido por Josh Appignanesi, apresenta Mahmud Nasir (o engraçadíssimo Omid Djalili), um muçulmano londrino, pai de família, que gosta de música pop, futebol e eventualmente uma cervejinha, que tem sua vida mudada quando descobre que foi adotado. O problema é, ele nasceu judeu! Seguem-se as confusões típicas dé um filme de humor do tipo, em que Nasir é ajudado por um taxista do povo escolhido. Divertido, sem ser apelativo, e tratando de forma leve um tema relativamente complicado, Santa Paciência está mais na tradição do imbatível  As Loucas Aventuras do Rabbi Jacob (1973), com o impagável Louis de Funès, e menos próximo do contemporâneo, razoável e cheio de baixarias, Zohan.

Prêmio Exposição Virtual do Universo da Aquarela

Na edição do Universo da Aquarela de 2010, como noticiado anteriormente, a Lúcia Pantaleoni recebeu o prêmio máximo. A exposição virtual pode ser acessada até 22 de outubro de 2011 no site www.universodaaquarela.com.br . Lá você encontrará também uma ótima apresentação da obra, escrita pela curadora, a renomada Marilu Queiroz.